sexta-feira, 30 de julho de 2010


Quero ir para a Capadócia. Viver entre oliveiras e tecelãs,viajando entre a paisagem peculiar, seca e deslumbrante! Quero do alto de um balão avistar um dos berços da civilização humana. Imaginar que a vida bucólica do interior da Turquia não mudou tanto assim nos últimos 3 mil anos.
Quero ver o berço bizantino da inteligência, vou para Istambul! Vou tomar um café turco às margens do Bósforo, com a Hagia Sofia ao fundo com seus minaretes e sua imponência. Essa catedral que virou mesquita que virou santuário.Seja como for, de Justiniano a Maomé, continua despertanto deslumbramento.
Quero ter um pé na Europa e outro na Ásia. Quero ir ao Bazar, onde se vende de tudo, de made in Bizâncio à made in China.
Quero um banho de sol em Pammukale, com suas fontes sulfurosas que mudam de cor com o passar do dia. De manhã azuis, de tarde laranjas, como um arco-íris de supresas.
Não sei de onde vem a minha fascinação pela Turquia. Penso que minha alma já tenha sido bizantina. Apesar de meu sangue ser libanês, é naTurquia que me sinto convocada a comparecer!

Somos todos um só


domingo, 18 de julho de 2010

Mercadão de Madureira

A experimentação de outra realidade é sempre algo instigante. O contato com populares esfrega nos olhos um outro conceito de estética, precisão e ambições existentes, nos fazendo perceber a necessidade de entendimento desta dinâmica peculiar para abocanhar o mercado cada vez mais emergente entre as parcelas mais baixas da população. O Mercadão de Madureira é uma instalação de certa forma bem organizada, onde existem corredores estreitos e sinalizados, com placas indicando sanitários e saídas adequadamente, diminuindo a possibilidade de se perder entre um sem número de lojas parecidas. Várias são as sessões que podemos encontrar. A primeira coisa que chama atenção é a profusão de lojas contendo artigos religiosos, especialmente relacionados à umbanda, onde velas, águas de cheiro e animais para sacrifícios, como pombos, galos e bodes, podem ser facilmente adquiridos. Resta saber se irão trazer o amado de volta em 3 dias. Mais a frente, observa-se uma linha de montagem de brinquedos piratas, destes que são facilmente encontrados nas esquinas do centro da cidade, o que atrai inúmeras crianças que se encantam com o mundo lúdico e podem por alguns momentos esquecer a violência tão abundante que lhes ronda diariamente. Ficam imersos naquele universo até se darem conta que perderam a mãe de vista, entrarem em breve desespero ao olhar ao redor e encontrá-la na loja ao lado, comprando artigos apimentados que serão usados para a prática de aumentar a filharada, e quem sabe até virar foto para colocar no Orkut.
Em um dos cantos, ervas e preparados para emagrecer milagrosamente estão expostos prometendo melhorar a saúde daquela gente feia, gorda e mal cuidada. E no meio da ração humana se misturam uma diversidade de rações animais, colocando na mesma prateleira as cabras do sacrifício e as pessoas suburbanas. É uma mistura que chega a ser cruel. Ao lado, encontram-se artigos de festas sazonais e fogos de artifícios. É uma gente muito simples, alguns com as famílias completas, outros em iminência de festejar algo, que não portam qualquer referência a marcas conhecidas, como se a publicidade não fosse feita para se vestir. Os pesquisadores distinguiam-se dos locais, que os observaram com a curiosidade de quem se sente invadido em seu ambiente familiar.
Após um pitoresco momento pastel de feira com garapa, vão embora com as narinas impregnadas pelo cheiro do alisante de cabelo, que parece ser uma unanimidade estética na região, e com as retinas incomodadas pelas unhas excessivamente desenhadas e compridas, fechando uma experiência antropológica, cercada de clubes noturnos e concorrentes menos organizados, cravada no coração de um dos bairros mais antigos da cidade.

Rio dos Cariocas

Que o Rio de Janeiro é a cidade dos cariocas da gema é indiscutível. Mas também é a cidade dos cariocas dos pampas, da garoa, do dendê, e do brejo, como eu. Cresci no interior de Minas sendo jocosamente chamada de carioca do brejo, como sinônimo de caipira. Mas, “carioca” que sou, acabei me tornando mais uma na multidão de exilados de suas “pátrias” que se aglomeram nos altos e baixos da cidade maravilhosa. Para os da gema, assim a cidade é. E pra nós, imigrantes, que Rio é esse?
Enxergo uma jóia mal tratada. Perder o posto de capital, associado à negligência governamental, promoveu um sucateamento que nem Vik Muniz daria conta de aproveitar. O descaso com a cidade me faz pensar na teoria da janela quebrada: uma vez que algo não esteja intacto, as pessoas se sentem autorizadas a não cuidar mais. Algo como jogar lixo pra todo lado porque o muro está pichado. O Rio pode ser muito feio. E muito sujo, imundo.
Depois de alguns anos morando aqui cheguei à conclusão que a cidade é bonitinha mas ordinária, me apropriando das palavras de outro carioca, desta vez do frevo. Explico. O mercado de trabalho está há anos luz das remunerações paulistas, a especulação imobiliária proibitiva. Temos praias lindíssimas, mas passo meses sem molhar meus pés no mar; montanhas imponentes que não tenho tempo de subir; e o chope mais gelado que há um bom tempo não paro para tomar. De que adianta então morar nessa selva de pedra onde o trânsito está impraticável e um tiro pode cruzar seu caminho a qualquer momento?
Outro motivo de estranhamento entre os não-gema é a dinâmica da conquista na noite da cidade. Existe algo de bizarro entre as mulheres marrentas e os homens blasés que não se conversam mas se beijam. Não entendo, não gosto, não entro no jogo. Mas é assim que a banda toca. Muitas vezes acaba da seguinte maneira: gemas para um lado, o resto para o outro. Quase um apartaide entre o amarelo e o resto do espectro.
Você, da gema amarelinha deve estar roxo de raiva neste momento. Quem essa caipira pensa que é para destratar assim meu paraíso, nosso povo? Calma, pois já não disse que sou carioca também! Tenho uma amiga, também brejeira, que diz que “o homem criou Paris assim como Deus o Rio”. E quem sou eu pra discordar de uma frase tão definitiva.
O que faríamos nós fora daqui? Viveríamos no ostracismo. Onde mais ficaria engarrafada querendo que o trânsito continue parado para poder olhar com mais cuidado o sol tangenciar o maciço de montanhas da floresta ao corcovado e colorir a lagoa de dourado, onde um remador passa lentamente, como uma bucólica cena de filme? Em que cidade do mundo você sai da praia e duas horas depois está assistindo a um concerto em um teatro da categoria do Municipal? Me diga outro local onde o sol é aplaudido de pé ao se pôr no horizonte, onde haja 42 quilômetros tão exuberantes para uma maratona, onde exista uma floresta inteira bem no seu coração, onde andar de Havaianas não seja visto como desleixo, onde o dia comece com névoa, sol e barquinhos sob o Pão de Açúcar. Que outra cidade é capaz de contrariar a sensatez e abduzir pessoas de todo o mundo os tornando cariocas também? Se o mundo é um ovo, a gema é carioca. Penso que a clara também!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Comigo ninguém pode, ou podia, ou nunca pode. Já não sei mais. Alguém passou como um vendaval e desconstruiu minhas barricadas, pegou minha redoma e jogou no fundo da lagoa. Fiquei desprotegida, mas liberta. Espero que continue ventando muito. E a favor!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Des yeux qui font baiser les miens,
Un rire qui se perd sur sa bouche,
Voilà le portrait sans retouche
De l'homme auquel j'appartiens.

sábado, 3 de julho de 2010


A roda da vida gira, porque tem que girar. E se ontem estava sem saber que caminho tomar ao perder o rumo antigo, hoje eu me encontro em uma das encruzilhadas do destino. Olho para os lados, como que decidindo pra que lado ir, mas o vento que sopra e a lua que ilumina me guiam para o sul. O caminho já está lá. falta só dar o primeiro passo...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

domingo, 20 de junho de 2010

Quando a felicidade aparecer em sua vida, mesmo que dure pouco, agradeça. Enxergue o que há de bom em ter sido feliz e a lição por não mais sê-lo. Da próxima vez que o ciclo rodar, lembre-se disso

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Meu Deus, como o mundo sempre foi vasto e como eu vou morrer um dia. E até morrer vou viver apenas momentos? Não, dai-me mais do que momentos. Não porque momentos sejam poucos, mas porque momentos raros matam de amor pela raridade.
Clarice Lispector

terça-feira, 15 de junho de 2010

Motivada pelo clima de copa do mundo, resolvi dar meus palpites.

Começo com uma pergunta: Porque será que a(s) seleção(ões) Brasileira(s) sempre tropeça(m) contra times que jogam na retranca? Fico me perguntando se tem alguma coisa haver com a nossa dificuldade de viver dentro de um regime disciplinado. Fiquei olhando para aquela balé de olhos puxados que os coreanos nos apresentaram já no aquecimento do jogo, e para o contraste que havia com a displicência do lado de cá do campo, e já comecei ali a desconfiar que as coisas não iam ser fáceis. E quando as cortinas subiram e o espetáculo começou vivemos momentos de contorcionismos e contrações no sofá, mais parecendo um espetáculo de música contemporânea do que uma clássica demonstração de elegância, agilidade e medida. Talvez Robinho tenha correspondido à necessidade do brasileiro de ver um futebol bonito, redondo. Mas um único cisne não faz o lago de Tchaikovski. A Coréia teve a determinação de bloquear as possibilidades de meio de campo do nossos voantes canarinhos, acostumados que estão de estarem como pássaros na gaiola do comunismo totalitarista. Mesmo em evidente desnível técnico, foram revolucionários patriotas na defesa de sua dignidade e conseguiram não só postergar para o segundo tempo a nossa reação, como fazer um gol, anunciado pouco antes, há 2 minutos do término do jogo.
Do nosso lado, os jogadores também são guerreiros, mesmo vivendo em uma democracia onde somos cidadãos livres, muitos cresceram sob o regime escravizante da pobreza, da dificuldade de obter estudo, comida, trabalho. Então onde está a diferença, já que dos dois lados, temos pessoas que sofreram pela incapacidade de seus Estados em gerir as necessidades da população?
A diferença está na maneira que usamos para sair dos problemas. Somos criativos, mas na grandecíssima maioria das vezes, não obedecemos as regras para sair do aperto. Agimos como o Luis Fabiano, que em não conseguindo finalizar seus objetivos, sente-se injustiçado, a cabeça esquenta e sobram pernadas para todos os lados. Ou então, nos conformamos, e ficamos sem saber para onde correr, como o Kaká no primeiro tempo. Pouco conheço dos coreanos, mas imagino que ao norte de Seoul, quem não se enquadra, se estrupia.
O que vimos em campo hoje foi a representação do melhor e do pior de duas nações. Foi um confronto entre a criatividade sem disciplina e da determinação sem liberdade.
E respondendo à pergunta lá de cima, onde não podemos dar nosso jeitinho, as coisas não funcionam. Infelizmente isto não se restringe ao campo de futebol.

domingo, 13 de junho de 2010

Parece que o poeta
precisa calar suas palavras
pois quem as ouve
não as sente corretamente.

Perco algo precioso por externar
a poesia na tragédia do desencontro,
e ferir sua fobia,
me causando desencanto

A decepção da poesia renegada
se junta a dor da alegria rejeitada
e a tristeza da lembrança festejada
que passa agora para a estante empoeirada

Não escreverei mais versos de amor
não sei mais, na verdade nunca soube o seu sabor
o amor é uma construção conceitual
assim como nossa relação eventual

enquanto estiver doendo, escreverei
e quando parar de doer, continuarei escevendo
quem não pode com as palavras do poeta
que não as leia, não as ouça, não as provoque.

domingo, 6 de junho de 2010

É, parece que minha escrita é a forma de exorcisar os fantasmas de minha alma. Ando vagando pelos cantos obscuros de mim mesma, onde achei que já tinha conseguido trazer um pouco de luz. Tenho medo dessas grotas da alma, onde se escondem o medo, a frustração, a culpa, o perfeccionismo, a rejeição. Tenho medo de agir como uma qualquer, mas quem sou eu para ser melhor do que alguém? Não sou diferente de nada daquilo que me cerca. Nem você é diferente de ninguém. O ser humano se esconde atrás de cascas físicas e comportamentais, mas no fundo, somos todos animais que lutam contra a razão e não contra a falta de. Espero parar de escrever em breve. Pelo menos nesse contexto de querer jogar tudo, e todos, para o alto e desaparecer da face da terra. Que a TPM passe logo, ou que eu acorde um pouco menos azeda. Hoje tá foda!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Hoje senti a falta na sua ausência, senti a raiva na sua teimosia, senti a dor na ironia do destino. Senti que não sabia o tanto que você representa na minha vida. Senti que te adoro que te quero que te preciso. Senti o quanto desejo seus beijos, seu cheiro, seu toque. Senti que não podemos controlar o destino, muito menos a cabeça dura de um homem, mas que a vida é um rio que segue por solos desconhecidos, cheios de revoltas e calmarias, e que é impossível saber onde sem que o quando chegue. Senti que quero, gosto, espero, desejo você.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Pessoas engraçadas

Decidi começar a registrar os tipos inacreditáveis que circulam por aí, pena que ainda não tenho cara de pau de fotografá-los.

Tipo 1

Velhinho no banco

Realiza a cena. Você está no banco há cerca de 40 minutos esperando às 3 da tarde metade dos gerentes voltarem do almoço pra ver se a fila anda. Está de pé, sim porque a essa altura não existe mais cadeira. Eis que adentra um senhor com cara de humilde, calça branca surrada presa ao corpo por um suspensório frouxo, uma camisa azul tão clara que fica difícil saber se algum dia já houve cor na peça poída. Uma das pernas da calça dobrada até o meio das canelas com a meia marrom esticada até onde o elástico gasto permite. E sapatos castor bastante surrados e sem quaisquer resquícios de graxa. Não bastasse a figura ser peculiar por si só, o indivíduo saca sabe lá de onde três laranjas. E vai para a fila dos caixas fazendo malabarismo. Imaginou? Pois eu vi!
Tenho certeza que se eu fosse o Veríssimo esse episódio ia virar piada e se eu fosse o João Ubaldo, ia virar prosa do pé sujo. Ai se eu tivesse uma foto!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Ando sem conserguir escrever. Hoje estou me "obrigando". Acho que estou numa fase mais de absorção do que de processamento. Tenho visto, lido, ouvido tanta coisa interessante que parece que mudei de fase no video game da vida e ainda tenho que descobrir que botão apertar para usar as novas habilidades. Novas dimensões estão se abrindo. Em breve, incorporo tudo porque a gente se acostuma com o que é bom rapidinho..

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Rio de Janeiro (ou Lagos de Abril?)

Vejo uma cidade cinza
O horizonte se funde no mar
A chuva molha o asfalto
e o Cristo, olhando lá do alto

Nas ruas, guarda-chuvas se esbarram,
automóveis encharcam transeuntes,
motocicletas se jogam e matam
como um balé decadente de horrores

Chove no Rio de Janeiro
Chora o Cristo Redentor
triste, incrédulo, impotente.
Submerge Rio; submerge.

Grão de Luz 13/04/08

quinta-feira, 25 de março de 2010

Belicosidade

Não me canso de me surpreender com as pessoas. Essa semana, depois de esvaziar a cabeça das preocupações, a vida resolveu me dar um choque de realidade. Vi a competição onde havia cooperação, a vaidade onde havia humildade, a insubordinação onde havia respeito, o descarte onde havia necessidade. Me desiludi mais uma vez. Está mesmo na hora de parar de acreditar que o ser humano pode viver sem competição, com generosidade e cooperação. Me sinto como um anjo decaído, que da tranquilidade de seu lugar despencou rumo ao inferno, onde o tiro pode vir de qualquer lado a qualquer momento e de forma incessante. Infelizmente vou ter que me armar até os dentes e partir pra guerra. Dá muita preguiça voltar a ser bélica e intransigente, mas pelo menos irá garantir minha sobrevivência....

quarta-feira, 24 de março de 2010

Sobre pedras e caminhos

Hoje acordei muito triste. Não sei exatamente porque, tenho algumas suspeitas, mas não dá pra ser feliz todos os dias... Tenho pensado muito sobre as dificuldades que temos que enfrentar nos caminhos da felicidade. Todas as dificuldades podem ser um obstáculo muito complexo, dependendo do peso que damos a isto. As relações podem ser difíceis pela falta ou pelo excesso de qualquer coisa. Parafraseando Tósltoi: "Todas os casais felizes são parecidos entre si. Os infelizes são infelizes cada um a sua maneira.", ou seja, cada um escolhe a pedra onde vai estacionar. Ter medo de enfrentar as pedras no caminho te deixa apenas duas opções: parar ali ou voltar atrás e tentar outra estrada. O medo engessa a razão, endurece os sentimento e machuca quem está por perto. Às vezes, o medo da pedra é tão grande, que a pedra se torna realmente enorme e intransponível. Eu não vou fugir da pedras, não costumo estremecer diante dos desafio. Pago pra ver, transformo as pedras em degraus pra crescer e seguir em frente. Mas só posso falar e fazer por mim. A felicidade me espera ali na próxima curva, ou no final de milhares de quilômetros, mas não importa. Estar no caminho certo já me é suficiente. Amanhã estarei melhor e minhas pedras de hoje terão ficado para trás.

domingo, 7 de março de 2010

Café Vienense

Em um café de Viena, deixo meus pensametos soltos, vagando por onde bem entenderem... Vou a tantos lugares e vejo tantas pessoas que quase me esqueço onde realmente estou. Aqui o tempo parece ter parado há uns 100 anos atrás, eu duvido que o cardápio tenha mudado.. Ningém te pergunta nada, ninguém recolhe seus copos, como que lhe mandando embora e jamais lhe oferecem a conta. Talvez aqui tenha começado o movimento do slow food, o do slow down e o da light life. Mesmo comendo bacon com salsichas e esplendorosas sobremesas a vida é muito mais leve por esses cantos do velho mundo. Arrisco a dizer que em muitas coisas já aprenderam a viver. E eu, não vou sair daqui sem aprender!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Shabat Shalom

Shalom aleichem malachei ha-shareis malachei elyon,
mi-melech malchei ha-melachim Ha-Kadosh Baruch Hu.
Bo'achem le-shalom malachei ha-shalom malachei elyon,
mi-melech malchei ha-melachim Ha-Kadosh Baruch Hu.
Barchuni le-shalom malachei ha-shalom malachei elyon,
mi-melech malchei ha-melachim Ha-Kadosh Baruch Hu.
Tzeis'chem le-shalom malachei ha-shalom malachei elyon,
mi-melech malchei ha-melachim Ha-Kadosh Baruch Hu.
http://www.youtube.com/watch?v=9mvy2TCx3QQ

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Procuro nos cantos os momentos de insegurança para neles me agarrar e me sentir segura, uma vez que insegura. Louco mudar essa dinâmica de pensamentos empoeirados e grudentos, que cismam em ter luz própria e ofuscar a realidade. Me sinto numa guerra interminável, lutando sem entender o real motivo da batalha. Não conheço a face do inimigo, apesar de sermos velhos companheiros. Ataco a todos então e abro meu peito no front desafiando a tudo e a todos que estejam procurando um alvo para disparar seu ódio. Suicido e ressucito, mas cansei de me fingir de morta. Para renascer, é preciso morrer de verdade. Me sinto como um vampiro, não vive, mas nunca morre, que para viver preciso ser um parasita de mim mesma, me colocando em um ciclo onde me acabo lenta e progressivamente, como se merecesse a tortura que a insegurança de não saber o que se é me trás. Estou cansada, preciso voltar pro meu canto escuro, onde repousam os meus fantasmas que me dão segurança e infelicidade.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Medida

Medida da culpa daquilo que lhe cabe no que lhe é atribuído. Difícil de acompanhar meu raciocínio?? Mais difícil ainda de desenrolar esse novelo.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Perdida no olho do furacão eu sigo sem saber onde vou estar quando a tempestade passar.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Hora de colocar a cabeça no lugar, buscar a luz, aniquilar a contra-inteligência e (pelo amor de deus) voltar a malhar. Chega de multirão de estresse. Quero aprender a ter o filtro da leveza, mesmo que a brisa vire furacão.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Tempo, tempo, tempo.
Queremos que ele passe, que não acabe, que volte, que chegue, que desapareça
Acontece que sua soberania é absoluta
Passa do jeito que tem que passar e somos nós que temos que esperar
Me resta apenas escolher o tempo onírico de meus pensamentos
Neles, vivo paulicéias desvairadas e boleros intensos sempre que o coração pede
E ele pede sempre

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O que Rennè Magritte, um contorcionista russo e uma lona têm em comum???
O que fazer quando a melancolia me toma de assalto, trazendo a insegurança e o medo que estavam enterrados? A angústia me consome as energias e atrapalha meu sono. Sonhos se tornam pesadelos, e só o que posso fazer é acordar suada e assustada, com medo daquela realidade nada onírica. Seria tudo isso apenas consequência da exaustão, ou os ventos estão mudando de direção? Ser feliz me dá medo de deixar de sê-lo.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Falando de mudanças



Quem me conhece me classifica como feminista. Talvez porque achem que feminista é qualquer mulher independente capaz de se virar sozinha. Isso não é ser feminista, é ser produto do feminismo. Primeiro, inventaram que para ser mulher, era preciso ser homem. Trabalhar igual aos homens, nas mesmas funções, ajudar a sustentar as famílias. Para isso, soutiens foram queimados em praça pública, calças e camisas substituíram as saias e os espartilhos, a relação aberta substituiu o casamento, a liberdade sexual arrebatou o pudor secular, e dessa forma, conquistaríamos um lugar ao sol no mercado de trabalho e porque não na vida social, com direitos iguais aos homens. Só que ninguém percebeu que isto tudo não passaria de utopia, não se sustentaria.
Em algum momento isso deixou de ser suficiente, então inventaram que para ser mulher era preciso ser melhor que ser homem. Era preciso trabalhar com a mesma carga horária, e matar um leão por dia para mostrar para a sociedade que estávamos em pé de igualdade com o sexo oposto. E isso não é tudo, era imperativo continuar cuidando dos filhos como é necessário para uma boa educação, cuidar da casa, que precisa ser organizada, abastecida, limpa e funcional para uma família feliz, e porque não, cuidar do marido, que precisa que uma esposa atenda à suas necessidades. A famosa tripla jornada.
Mas a tripla jornada também se mostrou insuficiente. Como assim, uma mulher cuida de tudo e não cuida de si mesma? É preciso estar magra, malhada, com cabelos sedosos e bem cortados, a pele de bebê, as unhas bem cuidadas, e nunca, nunca permitir que o esmalte descasque. Há de se estar sempre linda, desde a hora que acordar, como as atrizes da novela. Separar apenas 20 minutos do dia para alongamentos, mastigar 32 vezes antes de engolir, escovar 100 vezes os cabelos ao deitar, usar todos os dias filtro solar, correr todos os dias, fazer meia hora de localizada, comer todos os dias um tomate, cinco porções de frutas, 100 g de quinoa (só serve a real), dois litros de água, estar de salto, bem vestida e devidamente maquiada e penteada as 8h da manhã às 10h da noite. E a tripla jornada vira quádrupla. Cuidar do trabalho, dos filhos, do marido, da casa e da beleza e ainda eventualmente levar o carro na oficina. O risco de não dar conta de tantas laranjas no ar, é de perder tudo. Mas não se preocupe, as revistas femini(st)nas têm a fórmula para todos os seus problemas. Afinal de contas, você é muito poderosa, como todo ser humano portador de 2 cromossomas X.
E aí, quando uma mulher percebe que na prática é quase impossível dar conta dessa vida de comercial de margarina, se sente frustrada e incapaz de corresponder com as expectativas que a sociedade exige, como se falhasse na sua capacidade de ser mulher.
E os homens, ficam perdidos, sem saber qual posição ocupar ao lado da toda poderosa mulher moderna, que é capaz de dar conta de tudo sozinha, sem a sua ajuda. E aí, cria-se um paradigma difícil de resolver. Eles não sabem o que fazer, e elas não sabem mais o que eles devem fazer. Pode parecer um pensamento muito linear para um assunto tão complexo, mas para mim é muito simples. Deslocados de seus papéis milenares, não sentem necessidade de se portar como homens, melhor continuar moleques, pois assim não têm que ter as responsabilidades que já não sabem mais quais são. Socialmente, o feminismo reduziu-os à consortes das donas do mundo. Isso fere seus instintos e reduz o cromossoma Y à uma insignificância evolutiva que desafia a teoria da evolução.
Assim, não me considero feminista, mas feminina. Acho louvável termos a liberdade de vivermos nossas vidas, igual aos homens, mas é condenável essa febre feminista de supremacia artificial que estraga as relações e nos torna mais frágeis e vulneráveis do que antes da caça aos espartilhos. Homens e mulheres se completam, não competem. Nunca serei feminista. Tenho respeito aos homens e amor aos meus soutiens.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Balanço Geral

Vivemos dias propícios para a reflexão. Diminuímos geralmente o rítmo (apesar de não ser esse o meu caso) e nos pegamos avaliando tudo aquilo que fizemos, ou deixamos de fazer, e traçando planos futuros. Mas temos que ter cuidado, para plantar novas sementes, é preciso primeiro avaliar como anda nosso solo, nossa raízes, o desenvolvimento daquilo que plantamos anteriormente, assim, os novos projetos poderão crescer com as condições que precisam.
Comecei 2009 triste, me recuperando de um duro golpe, repensando meus erros, e absolutamente descrente com a possibilidade de um encontro que valesse a pena. Mas foi justamente esse obstáculo que serviu de pedra fundamental na desconstrução dos meus erros e da reconstrução de um novo olhar, e demanda, sobre o outro. Esse ano, mudei de paradigma e temino feliz como nunca antes havia sido.
Dei passos importantes, escrevi um livro, comecei o mestrado, estudei muito, produzi muito. Foram muitos os degraus galgados em direção à meus objetivos profissionais, mesmo tendo dúvidas se estes ainda se mantém sendo o que pretendo. Ainda assim, seguro o leme e toco o barco, porque à deriva não dá pra ficar.
O que irá ocorrer em 2010, je ne sais pas, não tenho bola de crital (e seria muito chato se tivesse). Que venham os frutos de meu esforço, as iluminações para minhas dúvidas, e minha felicidade pela ponte aérea. Lechain!
Feliz ano Novo!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Definindo o Surrealismo

"Automatismo psíquico pelo qual alguém se propõe a exprimir, seja verbalmente, seja por escrito, seja de qualquer outra maneira, o funcionamento real do pensamento".
André Breton
Renè Magritte

A certeza da tranquilidade da reciprocidade do sentimento inominável;
A clareza da simplicidade suprema da companhia sublime;
A vontade de presença tátil do desejo inebriante;
O sorriso do carinho imenso à espera de mais um instante.
Grão de Luz

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Dizem por aí que quando somos testados 3 vezes, vencemos o obstáculo. Bom, vini, vidi, vici!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009


Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei de mais.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Berlim 1989


Eu tinha apenas 9 anos. Me lembro de ver meus pais emocionados na frente da TV, assitindo à queda daquele muro. Eu na minha inocência infantil não conseguia entender porque uma cidade na Alemanha era dividida no meio pelos Russos e pelos Americanos. Me lembro de acompanhar aqueles cenas, porque meu pai dizia que eu estava presenciando a História.
Até hoje não entendo. Quanto ao muro, continua vivo, só que mudou de país. Está agora em Israel...

sábado, 7 de novembro de 2009

Algo imensurável

Será que somos capazes de aprender com o passado? Não estou falando daquilo que vivemos, mas de um passado que foi vivido por nossos ascendentes.
Ainda não consigo compreender a dimensão da segunda guerra mundial. Saí do colégio sabendo (vagamente, diga-se de passagem) quem foi Hittler, quem foi Stálin. Soube depois, por conta própria, que os loucos geralmente governam o mundo. É claro que a História da humanidade é povoada mais de guerras do que de quaisquer outros acontecimentos, que obviamente causaram danos e mais danos, mas talvez por ser prontamente visível o rearranjo drástico e efetivamente mundial que o século 20 foi submetido, me vejo agradecendo por ter nascido com um pé no século 21.
Ao ler livros fictícios ou biográficos, ou ver filmes que nos levam à primeira metade do século, é impossível não se deparar com a estupidez do totalitarismo. Pessoas foram mortas porque pensavam, porque amavam, porque rezavam. Países foram dizimados, culturas massacradas, famílias destruídas, e na melhor das hipóteses, separadas. Muitos de nós, brasileiros, somos descendentes daqueles que por faro ou por sorte, zarparam para qualquer lugar menos inóspito, onde pudessem apenas permanecer vivos.
O que há de errado em ser diferente?? O que há de errado em ser negro, judeu, homossexual? Porque aprendi que Hittler tinha razão em defender a Alemanha dos danos da primeira guerra mundial? Como isso foi parar do outro lado do mundo? Que educação é essa que não ensina os erros da humanidade para que possamos aprender com eles? História não serve de nada se as datas forem mais importantes que os fatos.
Em dois dias, comemoramos 20 anos da queda do muro de Berlim, diferente do que dizem, não acredito que tenha caído o último símbolo da guerra fria. A guerra continua.
Se não olharmos adequadamente para o passado, tenho medo que nossos filhos sejam vítimas de erros pregressos que se repetem desde que o homem pensa. A China será a nova dona do mundo muito em breve e democracia e liberdade de pensamento nunca foi o forte por aqueles lados..
Sei que o mundo que gostaria que existesse pode até ser possível, mas não no século 21.
Ouço tiros incessantes lá fora há mais de uma hora.
Talvez porque pense, deva sentir que liberdade sempre tem um preço.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Procuro seus vestígios nas paredes frias e inóspitas daquele lugar. Sinto sua presença em uma imagem em preto e branco à meia luz. Perdi o paraíso que tinha no meio do inferno.. Assim não tem graça.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Depois de ter você

Depois de ter você
Para que querer saber que horas são?
Se é noite ou faz calor
Se estamos no verão
Se o sol virá ou não
Ou pra que é quer serve uma canção como essa?
Depois de ter voce poetas para quê?
Os deuses, as dúvidas?
Para que amendoeiras pelas ruas?
Para que servem as ruas?
depois de ter voce.

Adriana Calcanhoto

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Se alguém souber o nome do bonde que me atropelou, me avisem!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Pefeição

Como definir perfeição?
Ficou sem palavras, não foi?
Perfeição é algo que não se materializa em palavras.
Para mim, pefeição é um momento. Um espaço de tempo onde o próprio tempo pára e nos dá espaço para contemplá-lo. É o instante onde se tem absoluta certeza que nada lhe falta.
O momento, seja de que natureza for, é a única e exclusiva bagagem que levamos desta vida. Então, a definição de perfeição deve passar perto da de felicidade plena. Felicidade causada por um lugar, uma música, um disco, livro, filme, imagem, companhia.......
No entanto, se todas estas causas de felicidade vierem juntas, condensadas em um curto espaço de tempo, extrapola-se o mundo físico. É a certeza de uma energia divina presente. Não sei porque Deus me escolheu para receber esta benção, mas eu profundamente agradeço.

Grão de Luz, SPSP

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A felicidade está contida em tudo aquilo que fazemos na vida.

domingo, 18 de outubro de 2009

Game over

Estou pronta para me apaixonar novamente?
Talvez a pegunta correta seja: estou pronta para me apaixonar de verdade novamente?
Achei durante algum tempo que minha maneira de gostar tinha mudado, sinal de maturidade, mas a grande verdade é que durante todo este tempo que não encontrei alguém, eu realmente não encontrei. Não alguém que valha a pena, pois que não sinto aquele arrepio há muito tempo. Muito mesmo. Acho que procurei companhia e não companheiro. Como eu poderia querer me envolver sem me apaixonar? Alguns até me fizeram pensar que estava apaixonada. Talvez por uma idéia, não pela pessoa. Por mais que o mundo esteja estranho e as pessoas estejam cada vez menos abertas ao amor, aquelas que ainda sonham com sua alma gêmea existem, e não são só mulheres, rs. Sem perceber, acabei jogando esse jogo insano que a maioria diz ser liberdade. E errei várias vezes em me encantar por uma idéia, que até poderia servir para tapar o buraco do que me faltava, e não por alguém, onde ia encontrar de verdade paixão.
E se para ser livre é preciso restrição, me torno restrita. Se é pra jogar esse joguinho, quero game over.
Resgatei meu romantismo. Por um momento quase acreditei que a paixão estava fora de moda.
E anuncio que não quero mais tentar nada. O que tiver que ser, vai ter que vir pronto. Ou me arrepia da cabeça aos pés ao dizer olá, ou vira carta fora do baralho.

sábado, 17 de outubro de 2009

Henri Matisse

Os artistas têm que ter olhos de criança, sempre olhar como se fosse a primeira vez.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Estou perdendo a minha capacidade de amar ao próximo. O que está havendo com as pessoas??

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Roubo as palavras de Shakespeare

Depois de algum tempo você aprende a diferença,
a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se,
e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos
e presentes não são promessas
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida
e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje,
porque o terreno amanhã é incerto demais para os planos,
e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima
se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe,
algumas pessoas simplesmente não se importam...
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa,
ela vai feri-lo de vez em quando
e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para se construir confiança
e apenas segundos para destruí-la,
e que você pode fazer coisas em um instante,
das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer
mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida,
mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos
se compreendemos que os amigos mudam,
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros,
mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo
para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou,
mas onde está indo, mas se você não
sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão,
e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade,
pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação,
sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas
que fizeram o que era necessário fazer,
enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes
a pessoa que você espera que o chute, quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiências que se teve, e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizera uma criança que sonhos são bobagens,
poucas coisas são tão humilhantes,
e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva
tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não sabe amar, contudo, o ama como pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém,
algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga,você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido,
o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores...
E você aprende que realmente pode suportar...que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor
e que você tem valor diante da vida!
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos
conquistar, se não fosse o medo de tentar.
A vida é feita de ciclos. Saí da ideação e parti para a ação. Isso me deixa pouco elocubrativa e desprovida de tempo. Se é verdade que existem fendas no tempo, definitivamente estou atravessando uma delas.
-O povo aí de cima, estica essa fenda para mim. É pra dar tempo de eu fazer tudo que é preciso!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Non, rien de rien
Non, je ne regrette rien
Penso que um amor de verdade é aquele onde se duas pessoas se tornam uma, mas nunca deixam de ser si mesmos.

Rapsódia Húngara n°2

Senti a dramacidade de uma peça intensa e densa, que chega fundo na alma da gente.
Senti meus tímpanos vibrarem, meu coração acelerar e meu cérebro se inebriar de sons profundos e prolíxos, que dizem sem palavras, que tocam sem contato.
Senti a tristeza da melancolia doce e a felicidade da exuberância furtiva que seus acordes proporcionam.
Senti o doce e o amargo no contato íntimo com uma melodia arisca e fugidia, capaz de transformar o destino de uma pessoa.
Senti o amor pela tristeza alegre de algo inexplicável, que me deixou sem escolha, exceto a metamorfose de mim mesma, a transformação de meus conceitos. Era uma crisálida, agora sou borboleta, que voa livremente. Mais uma vez, me transformei e sobrevivi, mas desta vez, destruí o piano.
Grão Luz

" É a nossa vida outra coisa além de uma séries de prelúdios a esse canto desconhecido de que a morte entoa a primeira e solene nota?" Liszt

sábado, 19 de setembro de 2009

Há de chegar o dia quando irei me surpreender com minhas palavras.
Volto a falar de limites. Difícil entender quais são os nossos limites. Mais difícil ainda é fazer com que as pessoas que te cercam respeitem este limite. A culpa é minha, que nunca soube me posicionar. Nunca. Ou brigava ou me calava. Nenhum dos dois serve pra determinar a fronteira entre o cuidar e o controlar. Agora, que entendi que não sou capaz de me submeter a qualquer demanda, as coisas irão mudar. Doa a quem doer.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Em qual esquina a gente encontra o que realmente procura? Será que já passei por ela tão distraída, pensando onde poderia encontrar um mapa que não pude percebê-la? Ou ainda não cheguei nem na vizinhança certa? Vou ter que me render á tecnologia (in)útil e usar um GPS!? Parece que sim...

domingo, 13 de setembro de 2009

Se alguém souber como descansar a cabeça sem precisar dormir me avise! Não ando com tempo pra me dar a esse luxo..

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Mudança requer 2 condições: tempo correto e maturidade da alma!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Postado com um mês de atraso..

Tenho o privilégio de estar sentada de pernas para o ar em plena quarta-feira de agosto, num puff confortável de uma varanda, onde só o que vejo é o breu do horizonte sobre o oceano e onde só o que ouço é a força do mar brigando com o quebra-mar.
Esvazio a mente após enchê-la com 72 nomes poderosos e posso quase tocar o horizonte, onde penso que mora Deus.
Me intrigo com esse tal de horizonte. Ele nunca chega, não é geograficamente determinável. Ele muda de limite se dermos um passo pra frente. Por outro lado, ele é o próprio limite, o nosso próprio limite. Não vejo além dele, não posso alcançá-lo.
No mar, o horizonte se faz ainda mais faceiro, pois que é reto, contínuo, infindável.
Me perco no horizonte. Me perco poque é preciso se perder para se encontrar. Corrijo o que eu disse: me encontro no horizonte. Seu limite inexistente me faz entender que eu sou limitada. Estou contida em um corpo. Estou contida em minha mente.
A mente também pode ser horizontal! Não no sentido de plana, rasa. Mas na concepção infinita de um horizonte de idéias e potenciais, que mudam também a cada passo que damos.
O horizonte é uma perspectiva, é um mar repleto de possibilidades. Dentro de minha mente existe uma vida, ainda que limitada ao corpo, inesgotável em seus rumos. Um passo, um minuto e pronto: chegamos a um novo horizonte.

Salvador
12/agosto/2009

Grão de Luz

Coisas que fiz antes dos 30, parte 2

- Assisti todos os episódios de todas as temporadas de F.R.I.E.N.D.S
- Fui a um mega show do U2
- Fui modelo por um dia
- Passei um Natal em NYC, e outro em Paris
- Fui ao show do Pearl Jam na Apoteose
- Peguei uma praia em plena segunda feira a tarde!
- Vi o pôr do sol no Arpoador
- Vi o nascer do sol na Marina da Glória, com direito a reflexo no Pão de Açúcar
- Nadei com os peixinhos em Porto de Galinhas
- Andei de jangada
- Fui a um Fortal
- Fiz esqui-bunda em Canoa Quebrada
- Encenei 8 peças de teatro
- Aprendi piano, violão, flauta e violino
- E se eu pensar bem ainda sai uma parte 3..

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Pedaços

Somos formados por fragmentos. Não fragmentos de nós mesmos, mas fragmentos de todas as pessoas e experiências que povoaram nosso caminho.

Cada indivíduo pode provocar mudanças em alguém. Não precisa agir premeditadamente para isso, muito menos nutrir algum tipo de sentimento positivo. Basta um gesto, uma palavra, um momento, daqueles que ninguém sabe de onde vem, para se abrir um mundo de possibilidades na cabeça do outro. Pessoas que aparentemente não tiveram importância alguma em minha vida, foram capazes de mudá-la definitivamente. Sim, porque cada experiência que se vive é um caminho sem volta. A experiência fica arraigada, no subconsciente que seja , e quando menos se espera, puf, se manisfesta. E aí, a transformação foi feita!

Amei pessoas que me deixaram pouco mais que uma lembrança bucólica de uma felicidade de momento. Me irritei com outras tantas que foram capazes de me jogar na cara meus defeitos que fingira não ver; na maioria dos casos, pobres de espírito. Esses geralmente não têm a menor idéia que na sua medíocre existência, são capazes de gestos tão generosos como esfregar (e lavar) a verdade na cara da gente. Diria até que pessoas medíocres são necessárias em algum ponto do caminho da vida.

Lhe causou estranhamento essa minha afirmação? Vejamos: ser medíocre é estar no meio, ser mediano. Ora, não buscamos justamente o tal caminho do meio? Então, mediocridade tem seu mérito!

Conheci também loucos. Varridos, de pedra, de fato e de direito. Os loucos são muito interessantes. Seja de que forma fujam da realidade, sempre me fazem refletir o quanto a mais seria necessário para que eu fosse um deles. Sério! Que de perto ninguém é normal, todo mundo sabe, mas o que ninguém se dá conta é que somos grandes mentecaptos em busca única e exclusivamente da razão. Meus amigos já ouviram eu dizer algumas vezes a conclusão que cheguei sobre minha própria loucura: sou doida, mas não sou maluca!

Há ainda os gênios. São revigorantes. Me aguçam a curiosidade sobre as coisas do mundo, nutrem minha ânsia de sapiência, mas também desafiam a inveja e a vaidade de quem tem sede de conhecimento. Gênios são quase pecadores capitais. Há uma certa aura de distanciamento social. Todos querem ser geniais, mas no fundo sabem que o preço é alto. Mas mesmo assim, uma mente brilhante me é tão fascinante quanto sensual. Os gênios me fazem entender que é necessário mais do que fragmentos para as coisas terem consistência. Aprendi a ir mais a fundo.

Pelo meu caminho, fui descobrindo um sem número de coisas graças às influências externas. Escritores, brechós, defeitos, lugares, restaurantes, praias, pintores, qualidades, sonhos, vontades, músicas.

Pessoas vêm e vão nessa vida. Mas deixam sempre pra trás fragmentos de si que serão substituídos pelos das outras pessoas que vieram ou virão.

Somos sim produto do meio. Somos um caldeirão de influências: experiências que nos tocam, nos modificam, nos marcam. Sou tudo que vi, li, ouvi, vivi e experimentei. Sou fragmentada e dessa forma me faço inteira. Como um mosaico, de longe só se vê o todo, mas de perto, sabemos que somos formados por várias partes. E é isso que torna um ser humano tão fascinante.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O tempo é o único capital das pessoas que têm como fortuna apenas a sua inteligência.
Balzac
O bom humor é a única qualidade divina do homem.
Arthur Schpenhauer
Eu me recuso a adimitir que amar é sofrer... :D

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Mudança requer 2 condições: tempo correto e maturidade da alma!

Felicidade


O que é felicidade?
Buscamos a felicidade quase que como um bem de consumo, e é difícil para entender que felicidade não está a venda. Não preciso de um colar de diamantes para ser feliz, você precisa?
Não, ninguém precisa. Felicidade não se compra.
Achamos também que a felicidade está na linha chegada de uma corrida frenética rumo ao sucesso profissional. Não preciso ser feliz somente após a reta final. Felicidade é atemporal.
Outros ainda pensam que a felicidade só é atinginda quando se tem uma família perfeita. Ei, ninguém é perfeito! Família perfeita? Só em comercial de margarina. Felicidade não é uma imagem.
Então o que é essa tal felicidade, cuja busca move a humanidade há milênios? Do que realmente precisamos para sermos felizes?
A felicidade não é palpável, não tem dia nem hora para acontecer. Muito menos é uma imagem pra inglês ver.
Felicidade é um estado de espírito. É a certeza de que você está vivo. Ser feliz é ter a capacidade de ver a vida sobre a ótica da beleza. De que adianta um belo dia de sol, um carro novo, família, filhos, se não pudermos enxergar a poesia contida em cada uma dessas coisas?
Ser feliz é isso. É entender que a tristeza faz parte da vida, mas é nela que temos a oportunidade de enxergar e corrigir nossos erros. É perceber que cuidar das pessoas que amamos não significa mimá-las. É poder trabalhar para viver, e não viver para trabalhar.
É estar atravessando a rua e reparar nos raios de sol por entre as árvores, ou sentir os primeiros pingos de chuva no seu cabelo.
É estar parada no caos do trânsito e perceber a luz da lua.
Entedi que sou feliz. E que a tristeza não é a ausência de felicidade. Entendi que solidão é um rótulo comercial que fica na mesma prateleira da felicidade de margarina.
Não preciso de Prozac. Tenho minhas experiências, minhas lembranças, meus sonhos e minha imaginação transformando a vida em poesia.
A felicidade é a poesia contida na vida. Pelo menos na minha.

Grão de Luz

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Coisas que fiz antes dos 30

A pedidos, a lista de coisas que já fiz! Mas que faria facilmente de novo..
Vi o dia nascer nos Geisers Del Tatio, há sei lá quantos mil metros de altura
Morei na Califórnia
Vi NYC do alto do World Trade Center
Dei comida pra lobo guará
Pisei na base de um vulcão ativo
Aprendi a tocar piano
Escrevi um livro
Fiz anos de teatro
Subi em árvore
Assisti um concerto do Joshua Bell
Comi um croque monsier no Quartier Latin
e um pão na chapa no Zico
Mergulhei em Maragogi
Fui a Salzburgo no inverno
e vi o piano de Mozart
Assisti uma missa de Natal na Sacre Coer
Vi chuva no deserto do Atacama
Catei tatuí na praia grande
Li um sem número de bons livros
Virei cabalista
Passei reveillon no forte de copacabana
Vi a Lagoa completamente dourada
Conheci inúmeros museus, vi várias obras de Picasso, Van Gogh , Kandinsky, Matisse, Degas, Dalí, Monet, Rodin, e tantos outros incríveis artistas
Atravessei de barco os lagos andinos
Vi a lua cheia nascer na praia da ferradura ouvindo Pink Floyd e tomando uma cerveja
Andei de gôndola em Veneza
Fui a um show da Madonna
Y otras cositas más...

domingo, 30 de agosto de 2009

Coisas que farei antes dos 40

Não dá tempo de me prometer muita coisa antes dos 30, então, fica pra próxima década:

- Aprender a tocar gaita decentemente
- Assistir ao vivo uma apresentação da 9° de Beethoven
- Conhecer a Nova Zelândia
- Aprender que apesar de paciência ser uma virtude de poucos, ela pode ser pra mim
- Ver um Moai de perto
- Ler as mais de 1000 páginas da Montanha Mágica
- Aprender a dançar tango
- Observar La Guernica
- Tomar um café turco às margens do Bósforo em Istambul
- Ir à Holanda na primavera
- Aprender a mergulhar
- Ler todos os livros do Balzác
- Passear em Givernny numa tarde ensolarada
- Tomar um porre num pub no interior da Irlanda
- Ver um pôr do sol em Jericoacoara
- Fazer um cruzeiro pelo Estreito de Magalhães
- Ir a São Petesburgo

Melhor parar por aqui. Coisa mais sem fim essa minha voluntariosidade..

sábado, 29 de agosto de 2009

Na tábua da beirada

Tudo tem um limite. E não é muito interessante viver em suas bordas. Fronteiras são regiões traiçoeiras. Terra de Marlboro mesmo. Não há vigência de qualquer lei no limite das coisas. São regiões inóspitas e paradoxalmente fervilhantes, onde qualquer faísca é capaz de causar grandes explosões. E danos, muitos danos.
Estou farta de viver tentado expandir os limites minha vida. Limites são inexpansíveis. Só o que se cria é uma tensão. E como a segunda lei de Newton não é balela, essa tensão se reflete de volta em mim.
E aí, começa um perigoso ciclo, onde me nutro de uma força secundária para investir mais e mais numa expansão impossível, criando um feed back maligno, como um tumor que cria mais e mais artérias para se nutrir.
Preciso que me imputem o limite!?
Que ego é esse que acha que pode ir além do limite das coisas? Como é que posso aguentar o lado oculto da força? Um ocultismo que está contido dentro de mim, de meus próprios limites!
LIMITE___________________________________________________________
Não ultrapasse seu limite!! Ouviu ego teimoso?
Não, está fora dos limites do ego ouvir algo que não venha de si.
Mas eu vou fingir que ele não existe.
Preciso do limite. Não posso deixar tudo correr solto assim.
Chega de comer pelas beiradas nessa vida.
Cheguei no meu limite!
FINALMENTE!!!

Lashon Hará

A vida e a morte estão nas mãos da Língua...
Provérbio hebraico

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Não

Migalhas dormidas do teu pão,
Raspas e restos não me interessam

domingo, 16 de agosto de 2009

Sorria, você não está mais na Bahia 3

Não tem mais pimenta, dendê, acarajé, vatapá. Meu estômago agradece.

Sorria, você não está mais na Bahia 2

Feliz da vida, no taxi para o Aeroporto Soteropolitano, ouço a seguite pérola do taxista:

"Olha, baiano é tão descansado que chega quinta feira ele já para tudo e deixa pra resolver na segunda com mais calma....."

Não sei se morro de rir ou de chorar...

Sorria, você não está mais na Bahia

Olha, não sei porque todo mundo pensa em decansar na tal da Bahia.

10 motivos pra se esquecer da Bahia na hora de tirar férias (no melhor estilo David Letterman):

1- Salvador não é nada lindo (não esqueça de imaginar o sotaque nessa frase)
2- Se você andar a pé corre sérios riscos de ser assaltado
3- Se você andar de táxi vai ser assaltado pelo taxímetro
4- O garçon diz que não existe o prato que você escolheu no cardápio
5- O gerente do bar não sabe de que é feito o prato que o garçon não conhece
6- O mesmo garçon volta na sua mesa depois de meia hora pra confirmar o que você tinha pedido
7- Os baianos fazem festa com NovaSchin morna
8- Os baianos continuam achando que não nascem, estreiam
9- Toca axé no bar da piscina do hotel
10- E se você ficar irritado com qualquer um desses motivos, acaba ouvindo: sorria meu Rei, você está na Bahia (outra vez com sotaque...)!!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Resposta

Ninguém pode calar dentro em mim
Essa chama que não vai passar
É mais forte que eu
E não quero dela me afastar
Eu não posso explicar como foi
E como ela veio
E só digo que penso
Só faço o que gosto
E aquilo que creio
Se alguém não quiser entender
E falar, pois que fale
Eu não vou me importar com a maldade
de quem nada sabe
E se alguém interessa saber
Sou bem feliz assim
Muito mais do que quem já falou
ou vai falar de mim.
http://letras.terra.com.br/maria-bethania/1201451/#
Maria Bethânia
Composição: Maysa

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Fui condenada. Não pelo que fiz, mas pelo que penso. Pensei, e aí está meu crime, que meus pensamentos eram livres. Não são. Clarice Lispector vive dizendo que pensar é perigoso. Nunca dei muita bola.. Mas enfim, agora me vejo num cárcere. Não devia estar escrevendo. Escrever exige pensar. Só o que faço é aumentar minha pena. Mas se é esse o preço que meu inconsciente tem que pagar para vir à tona, que se cumpra a sentença.

domingo, 9 de agosto de 2009

Dizem que somos reflexo de nossas origens. Dificil é entender como viemos de onde viemos e nos tornamos o que somos. Achar a minha parte naquele todo foi como procurar agulha no palheiro. Ruim com eles, pior sem eles...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O que sinto é inominável por natureza, indeterminável por certeza e impagável com destreza.

Penso, não nego.

Vivo quando puder.

domingo, 2 de agosto de 2009

Amigos

Não tenho amigos de infância. Tenho lembranças que por vezes se fazem presente no dia do meu aniversário.
Não tenho amigos de faculdade. Tenho pedaços da minha estória espalhados pelo país.
Não tenho amigos de trabalho. Tenho colegas que compartilham momentos bons e ruins.
Não sou a única a não ter amigos. No fundo, penso que ninguém os tem.
Somos individualistas demais para pensar em alguém que não nos dá nem sexo em troca.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Carioca do brejo que sou, estou contida nos cariocas da gema


Cariocas são bonitos
Cariocas são bacanas
Cariocas são sacanas
Cariocas são dourados
Cariocas são modernos
Cariocas são espertos
Cariocas são diretos
Cariocas não gostam de dias nublados

Cariocas nascem bambas
Cariocas nascem craques
Cariocas têm sotaque
Cariocas são alegres
Cariocas são atentos
Cariocas são tão sexys
Cariocas são tão claros
Cariocas não gostam de sinal fechado

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Ensaio sobre a cegueira

Já vaguei cega por muito tempo nessa vida.
Já vi o mundo contido em meu umbigo.
Já vi minha imagem refletida no lago e me afoguei.
Já me vi só, absolutamente desamparada.

Mas como um cometa, que rasga o céu deixando sua cauda de poeira, você passou e mudou meu equilíbrio instável. Um cometa, de trajetória errante, que atrai e é atraído pelas órbitas que passa, me trouxe de volta ao estado de não cegueira. Quebrou-se a muralha que me obstruia dos fatos.

Vi que não serei suficiente para ninguém se não for suficiente para mim mesma.
Vi também que o meu umbigo está contido em, mas não é o mundo.
Vi também, que não era a única a agir assim.

Não me sinto mais desamparada.
Tenho minhas pernas que me sustentam, meu umbigo que sustenta um piercing, minhas asas que voam livres em minhas idéias e uso óculos, não os meus, mas os de Freud, que finalmente me permitem fazer um ensaio sobre a lucidez.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Saindo do cinema

- Gostei do filme, é engraçado mas me fez pensar em várias coisas, a mensagem é muito mais profunda que parece.
- Minha linda, você sempre vai pensar alguma coisa além...
- Eu?.. É acho que vou...
A rotina é fonte de toda felicidade, sua garantia e sua morte.
Orhan Pamuke

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Não entender

Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é simples e limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não enteder, do modo como eu falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez enquando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.

GENIAL!
Clarice Lispector

Neruda

...o amor como uma vocação de um homem e a poesia como sua tarefa.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O que você esconde dentro de você?

Você tem um segredo. Todos temos. O que você esconde dentro de você? O que você julga tão bom ou tão ruim, que não tem coragem de deixar ninguém saber? Qual é seu pecado íntimo, seu crime obscuro? Onde moram seus fantasmas, seu mitos errantes? Qual sua vergonha, seu riso sarcástico, seu prazer de vingança? De quem você gostaria de puxar o tapete? Pra quem você gostaria de entregar-se por inteiro?
Porque não há ninguém que não esconda dentro de si, tudo aquilo que não se sente capaz de revelar.
Do que você tem medo?
De quem você tem medo?

Grão de Luz

terça-feira, 14 de julho de 2009

A arte de sorrir toda vez que o mundo diz não.

Est

Sou feita de palavras que me escapam das idéias como o mel que escorre pelo pão e mela meus dedos.
Sou feita de idéias que fogem pelos meus atos como um perfume borrifado ao ar.
Sou feita de amor, que exala pelos meus poros como o suor em um dia quente.
Sou feita de ações, que se esvaem pelas ruas e atingem quem quer que passe pela frente.
Digo, penso, amo, faço.
Sou.

Grão de Luz

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Invisível

Quando foi que passamos a ser invisívies uns para os outros? Aquele que não é capaz de enxergar o outro não tem direito à sua companhia. Depois não adianta reclamar da solidão.
Dizem que o grande problema do homem moderno é a solidão. Pois eu acho que é a cegueira.
Sem enxergar um mundo que vai além dos limites do próprio umbigo, não há como sair da individualidade.
O que buscamos? Qual a razão de tanto esforço rumo ao nada? De que vale comemorar só uma conquista esperada?
Pois eu acho que já passou da hora de enxergarmos. Chega de ensaio sobre a cegueira, a solidão, a razão. Quero ensaio geral!
Retiro as lentes que fazem do outro invisível. Enxergo você. Assim posso te ouvir e até te tocar. Assim posso saber que o mundo é a junção daquilo que eu desejo, com o que você, e o outro e o outro desejam. Assim posso ver o que você precisa, onde, como e quando posso ser útil. Esse é o sentido da vida. Na invisibilidade, tudo é inútil.

Grão de Luz

domingo, 12 de julho de 2009

Metade

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.


Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.


Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.


Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.


Que o medo da solidão se afaste,
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.


Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.


Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.


E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

Oswaldo Montenegro

Ponto de vista

Um copo meio vazio também está meio cheio. Depende do lado que você escolhe..

sábado, 11 de julho de 2009

Tempo

Não há nada mais inexorável do que o tempo. O tempo é a única coisa que o homem jamais irá manipular.

A relação humana com o tempo é paradoxal. Quanto mais tentarmos controlá-lo, maior será seu controle sobre nós. Se por outro lado vivermos a favor do relógio, iremos enxergar que a vida, e o próprio tempo, têm muito para nos oferecer.

Precisamos de qualidade. Num mundo onde o que importa é a quantidade, a qualidade trás o tempo pra nosso benefício. Não quero saber tudo, quero saber o que importa. Escolhendo as informações que nos interessam, ganhamos tempo!

As pessoas reclamam muito que não têm tempo de fazer tudo que gostariam. Eu gostaria de fazer tudo que dá tempo. Se passo uma horinha que seja ao lado de alguém que me leve a outro nível de consciência, pornto, eis o milagre da multiplicação do tempo.

Gaste seu tempo com qualidade. Não perca energia com pequenas pormenoridades da vida. Quanto mais importância damos àquilo que não tem consistência, menos tempo nos resta para viver a essência.

Essencialmente, o tempo é a chave de tudo.



Grão de Luz

sexta-feira, 10 de julho de 2009

domingo, 5 de julho de 2009

Solidão é lava que cobre tudo, amargura em minha boca sob seus dentes de chumbo


Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo...Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma...

Francisco Buarque de Holanda

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Hoje tive medo. E não fui.. Não me lembro de ter tido medo assim antes, e não ir. Well, things change..